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Cirurgia geral: rotina, atuação, salário e mercado de trabalho

01/11/2022
cirurgia geral

O que faz um profissional da área de Cirurgia Geral? Confira algumas informações importantes e tire as suas dúvidas a seguir!

O Brasil é um país de dimensões continentais e que, infelizmente, lida diariamente com a má distribuição de profissionais da saúde em seu território. Enquanto algumas áreas têm muitos médicos, outras carecem de ajuda qualificada para a sua população.

Esse é o caso de várias especialidades médicas, incluindo a de cirurgião geral. Há, no Brasil, pouco mais de 22 mil profissionais certificados nessa especialidade, ou seja: há espaço para muito mais!

Quer saber mais sobre essa carreira e compreender como ela funciona? Então, continue a leitura e tire as suas principais dúvidas sobre uma das principais áreas da Medicina: Cirurgia Geral!

O que é Cirurgia Geral?

Trata-se de uma área que, como o nome já indica, abrange as cirurgias generalistas. O cirurgião geral é como um clínico geral, mas que atua em blocos cirúrgicos e faz procedimentos mais avançados.

Ele lidará com questões gerais, que não pertencem a nenhuma especialidade. Mas isso não significa que os procedimentos feitos por esse profissional são simples. Há, claro, as cirurgias mais corriqueiras, mas também algumas muito complexas e pouco comuns no dia a dia da Medicina.

A área é dividida em algumas subespecialidades. Confira quais são elas abaixo!

Cirurgia Bariátrica

A cirurgia de redução do estômago, como é popularmente conhecida, é um dos procedimentos mais importantes para o tratamento da obesidade. O profissional pode se especializar nessa área e mudar a vida de milhares de pessoas!

Cirurgia do Trauma

Trauma é a área que envolve acidentes, sejam eles graves ou não. Quando essas intercorrências necessitam de alguma intervenção cirúrgica, é hora de acionar o cirurgião geral especializado nesse setor.

Cirurgia Videolaparoscópica

Ela é considerada o futuro, pois usa uma câmera para realizar incisões minimamente invasivas. Ainda que muitos procedimentos não possam, até o momento, ser feitos dessa forma, esse tipo de intervenção representa um grande avanço para a Medicina e para o tratamento de vários pacientes. Além de seguras, também permitem tempo de recuperação muito mais rápido do que as chamadas cirurgias “abertas”.

Cirurgia Crânio-maxilo-facial

Essa é uma área que caminha lado a lado com a Cirurgia Plástica (sobre a qual falaremos mais à frente!). O objetivo, aqui, é lidar com problemas que atingem a região facial do paciente, como tumores e outras questões.

Endoscopia Digestiva

A Endoscopia Digestiva é uma das áreas mais em alta da Medicina atual. O cirurgião geral que se especializar nesse segmento estará ainda mais apto a trabalhar com o recurso do endoscópio, trazendo melhorias para o atendimento prestado aos pacientes.

Medicina Aeroespacial

Pouco se fala sobre essa área, mas a verdade é que ela é muito importante! O objetivo desse segmento é preparar o profissional para lidar com as questões de saúde envolvendo pessoas que estão em veículos aéreos ou espaciais.

Nutrição Parenteral e Enteral

Para fechar esse bloco, temos a especialização em Nutrição Parenteral e Enteral. Aqui, o objetivo é capacitar o profissional para lidar com questões voltadas à alimentação em momentos especiais da vida do paciente, quando ele precisa de uma atenção diversificada a esse ponto.

Além disso, o cirurgião geral pode fazer outros cursos para se especializar em pontos ainda mais específicos. Mas falaremos sobre isso mais à frente!

Quais as áreas de atuação do especialista em Cirurgia Geral?

Acima, já vimos algumas das subespecialidades da Cirurgia Geral. Agora, chegou a hora de você entender um pouco mais sobre a rotina desse profissional, entendendo as suas áreas de atuação mais comuns.

O profissional que trabalha como cirurgião geral pode escolher como atuará em sua carreira. Ele pode trabalhar no regime de plantões (que podem variar de 6 a 48 horas, de acordo com os objetivos do médico e as regras do hospital em questão) ou atuar em horários um pouco mais fixos, com consultas e cirurgias marcadas.

Qual a rotina do especialista em Cirurgia Geral?

A rotina do cirurgião geral dependerá de acordo com as suas escolhas para a vida profissional, como vimos acima. Ainda assim, separamos alguns dos procedimentos mais comumente feitos por esse médico, para que você tenha uma noção do que esperar durante e após a sua residência:

  • hérnia inguinal, umbilical, epigástrica e outras;
  • colelitíase;
  • alterações intestinais e estomacais, como a diverticulite e as úlceras gástricas;
  • remoção do apêndice;
  • cistostomia;
  • cirurgia bariátrica;
  • alguns tipos de transplantes, entre outros.

Além disso, esse profissional pode trabalhar no setor de trauma, lidando com acidentes, quedas, pancadas e outros tipos de machucados que afetam a região abdominal ou torácica do corpo. Em alguns casos, ele poderá precisar da ajuda de outros profissionais, como o cirurgião ortopédico ou o neurocirurgião, além de vários outros.

Qual a remuneração de um médico especialista em Cirurgia Geral?

De acordo com o portal Salário.com.br, a remuneração média para um profissional que atua em Cirurgia Geral é de R$ 7.170,99. Esse valor corresponde a apenas 22 horas de trabalho semanal, ou seja: mais ou menos 4 horas diárias, sem contar os fins de semana.

Para esse mesmo período, foi encontrado o teto salarial de R$ 16.443,06. Sendo assim, ao trabalhar mais horas, a remuneração pode subir consideravelmente. É importante ter em mente que, muitas vezes, um procedimento já dura mais do que quatro horas. Dessa forma, é fácil perceber que essa é uma profissão muito bem remunerada!

Como é o mercado de trabalho do médico especialista em Cirurgia Geral?

É um mercado promissor. Com a marca citada anteriormente, de pouco mais de 22 mil profissionais aptos a atuar como cirurgiões gerais, a média nacional é de cerca de 11 cirurgiões a cada 100 mil habitantes no Brasil.

Em algumas regiões, esse número é ainda mais alarmante. O estudo Demografia Médica no Brasil, de 2020, organizado em parceria entre a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) nos traz um panorama interessante sobre essa e outras especialidades.

De acordo com o levantamento, estados como São Paulo e Rio Grande do Sul trazem uma relação de 42 cirurgiões gerais para cada 100 mil habitantes. Em locais como Bahia e Piauí, o número cai para apenas 12. Já em regiões como Amazonas, Pará e Acre, encontramos apenas 7 profissionais para o mesmo número de habitantes.

Ou seja: há espaço para novos cirurgiões gerais em todo o Brasil, até mesmo em áreas mais privilegiadas como o sul e o sudeste. No entanto, as regiões nordeste e norte precisam ainda mais desses profissionais, sendo essa uma ótima oportunidade de atuação.

Quais as competências necessárias para um especialista em Cirurgia Geral?

Confira, a seguir, algumas das habilidades necessárias para os cirurgiões gerais!

Habilidade de comunicação

Uma das principais competências que o profissional de Cirurgia Geral deve ter é saber se comunicar. Falar de forma clara, objetiva e o mais importante, utilizando uma linguagem que poderá ser compreendida pelos pacientes, é fundamental.

Uma boa comunicação ajuda não só a estreitar os laços entre o paciente e o médico, fazendo com que todos se sintam mais seguros. Essa é uma habilidade que também traz vantagens quando o assunto é o engajamento dos pacientes no próprio tratamento.

Resistência física

Muitas cirurgias têm hora marcada, mas nunca se sabe quando elas vão terminar. Essa é rotina de um cirurgião, que deve ter em mente que procedimentos podem ser simples ou apresentar intercorrências.

No entanto, mesmo as cirurgias mais tranquilas demandam muito do profissional a nível físico. Ter resistência para ficar muitas horas em pé e manter a posição sem que isso afete a habilidade manual exige muito.

Disciplina e foco

Além da resistência física, uma boa resistência a nível psicológico é essencial. O médico deve driblar o cansaço e focar em sua tarefa como se não houvesse nada além daquilo no mundo.

Atenção e observação também são extremamente importantes para esse cenário, garantindo procedimentos feitos com mais competência e qualidade.

Inteligência emocional

O controle emocional também deve ser trabalhado ao longo do curso de Medicina e também na residência. Além de lidar com cansaço físico e emocional, o profissional que atua em Cirurgia Geral precisará enfrentar perdas, ainda que elas não sejam frequentes.

Saber lidar com essa situação é importante não só para o profissional, mas também para os familiares dos pacientes que se foram. Além disso, más notícias não envolvem apenas o óbito e é preciso ter jogo de cintura e tranquilidade para informá-las às pessoas.

Saber trabalhar em equipe

Por fim, é importante salientar que o cirurgião geral não é um lobo solitário. Pelo contrário! Muitas vezes, ele conta com a ajuda de outros cirurgiões e trabalha diariamente em equipes extensas, com enfermeiros e muitos outros profissionais.

Ou seja: saber trabalhar em equipe, se comunicar bem com os colegas e liderar sem soberba ou arrogância são habilidades essenciais para um bom médico cirurgião.

Como posso me tornar um cirurgião geral?

Tudo começa com a obtenção de título de um médico generalista. Para tal, você precisa encarar os 6 anos da graduação em Medicina e conquistar o seu diploma. Depois, é hora de pensar mais longe e começar a se especializar.

Para se tornar um cirurgião geral, você precisará fazer uma residência em Cirurgia Geral. Nela, estará associado a um hospital ou instituição e lá, aprenderá a teoria e a prática sobre os conceitos que envolvem o mundo dos procedimentos generalistas.

Mas, afinal, quantos anos dura a residência em Cirurgia Geral? A resposta é: 3 anos. Ao longo desses 36 meses, você vai fazer parte de um grande intensivo, que o deixará apto a trabalhar como cirurgião geral ou buscar ainda mais especialidades para a sua carreira.

E depois da residência, o que posso fazer?

Você pode parar por aí, caso deseje, e seguir carreira como um cirurgião geral. No entanto, caso deseje ir ainda mais a fundo nas especializações, é possível escolher uma das áreas mencionadas lá em cima, adicionando tempo extra de aprendizado à sua carreira. Elas são:

  • Cirurgia Bariátrica, que exige mais dois anos de estudo;
  • Cirurgia do Trauma, que exige mais um ano de estudo;
  • Cirurgia Videolaparoscópica, que exige mais um ano de estudo;
  • Cirurgia Crânio-maxilo-facial, que exige mais um ano de estudo;
  • Endoscopia Digestiva, que exige mais um ano de estudo;
  • Medicina Aeroespacial, que exige mais um ano de estudo;
  • Nutrição Parenteral e Enteral, que exige mais um ano de estudo.

As quatro primeiras áreas exigem a residência em Cirurgia Geral para serem feitas, mas as três últimas podem ser realizadas de forma direta, sem que o profissional precise dos 3 anos de estudo prévios.

E isso não é tudo! Além das subdivisões acima, há outras subespecialidades que têm como pré-requisito a residência em Cirurgia Geral. São elas:

  • Cirurgia do Aparelho Digestivo (mais dois anos de estudo);
  • Cirurgia de Cabeça e Pescoço (mais dois a três anos de estudos);
  • Cirurgia Plástica (mais três anos de estudo);
  • Cirurgia Vascular (mais dois anos de estudo);
  • Cirurgia Urológica (mais três anos de estudo);
  • Cirurgia Torácica (mais dois anos de estudo);
  • Cirurgia Oncológica (mais três anos de estudo);
  • Cirurgia Pediátrica (mais três anos de estudo);
  • Cirurgia Coloproctológica (mais dois anos de estudo).

Ou seja: há muitas áreas para escolher e uma longa jornada pela frente. Nos segmentos que não exigem a residência como um pré-requisito, você poderá investir em uma pós-graduação. Essa prática permite que você trabalhe enquanto estuda, o que é uma grande vantagem.

Além disso, muitas pós-graduações funcionam em regime híbrido, ou seja, que mescla aulas online com as presenciais e práticas. Assim, é possível ter uma rotina bem mais flexível e se dedicar com mais afinco à vida profissional enquanto você se especializa

Gostou de conhecer mais sobre a área de Cirurgia Geral? Essa é, sem dúvidas, uma especialidade que abre muitas portas para os que investirem nela. Se esse é o seu objetivo, foco nos estudos e na busca por experiência ao longo da faculdade e durante a residência!

Aproveite, também, e conheça a nossa Pós-Graduação In Foco de Atenção Primária à Saúde para a Saúde Suplementar. Ela é uma ótima forma de médicos de todas as especialidades (além de recém-formados) se especializarem ainda mais. Afinal, a base é sempre fundamental para o segmento da saúde!

 

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