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Inverno: especialista dá dicas para cuidar da saúde na época mais fria do ano

28/06/2024

O inverno chegou e as preocupações em relação à saúde aumentaram, ainda mais por causa das mudanças climáticas, que vem impactando diretamente na sazonalidade dos vírus.

De acordo com a Dra. Anna Clara Rabha, Embaixadora na área de Telemedicina com especialidade em pediatria, alergia e imunologia da Inspirali, cada vez mais cedo o surto de doenças respiratórias vem aparecendo, não se limitando apenas ao inverno.

“Desde março, por exemplo, observamos aumento no número de bronquiolites e síndrome gripal. Devemos estar preparados para o aumento de casos, já evidenciado, nos quadros gripais”, alerta a embaixadora.


Dra. Anna Clara Rabha responde às principais dúvidas da população sobre prevenção de doenças no inverno. Confira:


– Quais são as principais doenças que se intensificam no inverno?
R: Doenças respiratórias, de origem alérgica e/ou viral, e doenças atópicas/alérgicas de pele (por exemplo, dermatite atópica)

– Por que esta época se torna mais propícia para este tipo de doença?
R: No caso das doenças respiratórias, é devido a sazonalidade dos vírus respiratórios, com predomínio do Influenza, rinovírus, covid-19 e vírus sincicial respiratório e por conta da queda de temperatura, exacerbando quadros de asma e doença pulmonar crônica. As doenças de pele se intensificam devido à queda de temperatura e umidade. A pele fica mais ressecada, reduzindo a proteção da barreira física natural, então começa a coçar mais e fica mais exposta a inflamações e infecções.

– Como prevenir?
R: Evitar aglomerações, usar medicações de uso contínuo em caso de doenças crônicas como asma, rinite, dermatites, controlar gatilhos conhecidos das doenças respiratórias como poeira, lavar o nariz, hidratar a pele, evitar banhos quentes e demorados, beber água, manter os ambientes ventilados e higienizar sempre as mãos.

– Existem vacinas para estas doenças?
R: Para as doenças respiratórias, há a vacina da gripe disponível na rede pública e particular.

– Quem são as pessoas que mais sofrem com estas doenças neste período?
R: Crianças e idosos.

– Quais os principais sintomas?
R: Para as doenças respiratórias, os principais sintomas são coriza, obstrução nasal e tosse, com ou sem febre. Já para dermatite atópica, os sintomas são pruridos cutâneo (coceira na pele), pele ressecada e feridas na pele após coceira.

– Como cuidar de sintomas leves sem precisar ir ao hospital?
R: No caso dos sintomas respiratórios, lavar o nariz 3 a 4 vezes ao dia e antitérmico em caso de febre. No caso dos sintomas da pele, hidratar a pele e tomar anti-histamínico/antialérgico, se prescrito pelo médico de rotina.

– Quais os sintomas mais preocupantes?
R: Febre alta (acima de 38 graus) por período superior a 3 dias, desconforto respiratório (cansaço para respirar), falta de ar, prostração/queda do estado geral e calafrios são os principais sintomas respiratórios. Na pele, são feridas com saída de secreção amarelada, pus com ou sem febre associada.

– Quando procurar um médico?
R: Nos casos dos sinais de alarme mencionados na questão anterior, além de tosse de cachorro (com estridor) no caso dos sintomas respiratórios

– Como e quando este tipo de doença pode se agravar?
R: Nos dias de maior queda na temperatura ou quando exposto a roupas guardadas desde o inverno anterior, por exemplo, nos casos das doenças respiratórias alérgicas.

– Como proteger as crianças?
R: Evitar aglomerações e lugares fechados, especialmente nos menores de 2 anos e recém-nascido, usar roupas adequadas para a temperatura, lavar o nariz, lavagem das mãos e vacinação em dia.

– Como cuidar da imunidade para prevenir este tipo de doença?
R: Não existe remédio milagroso para aumentar a imunidade. Uma boa imunidade requer uma boa alimentação, com frutas e verduras, e bom sono.

– Quais regiões do Brasil são mais afetadas nesta época do ano?
R: Sul e Sudeste

– Como lidar com o tempo seco desta época do ano? É recomendado a utilização de umidificador?
R: Para os dias mais secos, podemos recorrer ao umidificador de ar. O adequado é que deixemos ele ligado por um período antes da criança dormir. Deixa-lo ligado ao longo da noite não é recomendável, principalmente para as crianças alérgicas.

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