Você sente dores no joelho? Ortopedista alerta para causas inflamatórias e importância da avaliação médica

02/06/2026
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Incômodos podem revelar degeneração articular, doenças reumáticas e até outras condições inflamatórias

Uma das queixas ortopédicas mais comuns entre adultos e idosos é a dor no joelho. O problema pode estar relacionado não apenas ao desgaste natural da articulação, mas também a alterações em outras áreas do corpo. O alerta é de Tábata Alcântara, ortopedista e professora do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil.

Segundo a especialista, as dores podem estar ligadas tanto a disfunções locais, como a osteoartrose (degeneração progressiva da cartilagem), quanto a sistêmicas, como as artrites de origem reumatológica (doenças inflamatórias que podem atingir vários órgãos) e a gota (condição causada pelo acúmulo de ácido úrico nas articulações).

Entre as causas mais frequentes em pessoas jovens estão distúrbios relacionados à instabilidade da patela (rótula do joelho), um quadro em que esse osso não se mantém corretamente alinhado durante os movimentos, podendo sofrer desvios ou deslocamentos. Isso geralmente está associado a fatores como alterações anatômicas, frouxidão ligamentar, fraqueza, além de lesões provocadas por sobrecarga física e prática esportiva sem preparo adequado.

Nessa perspectiva, Tábata também chama atenção para situações em que a origem do incômodo não está diretamente no joelho. “Essa dor também pode decorrer de problemas na coluna ou no quadril que, por conta do trajeto dos nervos no membro inferior, fazem a pessoa acreditar que a dor vem do joelho. É o que chamamos de dor referida”, explica.

Já após os 40 anos, o desgaste da articulação, conhecido como artrose, passa a ser um dos principais motivos. Diante dessa diversidade de possibilidades, a médica ressalta a necessidade de uma investigação minuciosa, especialmente quando passa a interferir nas atividades do dia a dia. “Quando o sintoma é recorrente, progressivo ou começa a impactar a rotina e a mobilidade do paciente, é fundamental realizar uma avaliação médica detalhada para identificar a causa correta e indicar o tratamento mais adequado”, destaca.

Prevenção

Além do diagnóstico precoce, hábitos de vida saudáveis são indispensáveis para preservar a saúde das articulações. A ortopedista recomenda alimentação equilibrada, controle do peso corporal e fortalecimento muscular pelo menos três vezes por semana, considerando que a estrutura do joelho depende muito da musculatura ao redor. Evitar sobrecargas repentinas é outra atitude essencial. “Muitas pessoas passam a semana sedentárias e tentam compensar com atividades intensas no fim de semana, o que aumenta significativamente o risco de lesões. Ao menor sinal de desconforto frequente, o ideal é procurar avaliação com um ortopedista, pois quanto mais cedo identificamos a causa da dor, maiores são as chances de evitar agravamentos e preservar a qualidade de vida do paciente”, orienta a docente da UnP/Inspirali, Tábata Alcântara.

Edital UC10 I ANGATU – Programa de Inclusão, Saúde Mental e Bem-Estar

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