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Pesquisa revela relação entre distúrbios metabólicos e o Alzheimer

13/03/2024

Uma pesquisa brasileira realizada por docentes da Universidade Potiguar (UnP), que relaciona os distúrbios metabólicos aos fatores de risco para o surgimento do Alzheimer e da demência, acaba de ganhar destaque no cenário científico ao ser divulgada na revista internacional “Science Direct”. 

O periódico “Science Direct” tem fator de impacto 13.1, que lhe garante o maior conceito entre as publicações científicas mundiais ligadas a temas relacionados às demências. Os autores do estudo são professores do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGB/UnP) e do curso de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), que é parte integrante da Inspirali.

Visibilidade internacional

Qual é a importância da publicação da pesquisa sobre Alzheimer e demência?

“Quanto maior o fator de impacto, maior a visibilidade internacional dos periódicos científicos, o que faz com que a revisão publicada atinja grande público em todo o planeta e entre a comunidade científica”, explica o professor doutor, Ricardo Cobucci.

Quais foram as principais conclusões?

Com o título “Distúrbios metabólicos hepatopancreáticos e suas implicações no desenvolvimento da doença de Alzheimer e da demência vascular”, o estudo é uma revisão bibliográfica sobre o tema. Assim, a pesquisa identificou mecanismos do organismo, como a resistência à insulina e outras doenças que estão relacionados a alterações no metabolismo hepático e pancreático. Segundo o estudo, essas condições são capazes de causar alterações cerebrais que podem levar à demência.

Como prevenir o Alzheimer e a demência?

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que a manutenção de um metabolismo saudável da glicose no cérebro deve ser um foco prioritário da prevenção do Alzheimer e da demência vascular, uma vez que constitui uma estratégia viável de preservar a resiliência cognitiva e melhorar a progressão das doenças do cérebro.

A nutrição pode ter relação com o envelhecimento e a demência?

“A nutrição tem um profundo impacto no envelhecimento e nas doenças relacionadas com a idade, como a demência, e novos ensaios clínicos são importantes para comprovar a eficácia das intervenções nutricionais na contribuição para o estado fisiológico do funcionamento do fígado e do pâncreas, bem como na prevenção da demência”, ressalta o professor doutor Fausto Pierdoná Guzen, outro participante da pesquisa. Além deles, participaram do estudo os professores doutores Francisco Irochima Pinheiro, Irami Araújo Filho, Eduardo Pereira e Amália Rêgo.

Quais são os números nacionais e mundiais destas doenças?

A relevância da pesquisa se dá pelos altos números de incidência da doença, uma vez que dados da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) apontam que o número de brasileiros que já sofrem com os efeitos neurodegenerativos de ambas as doenças é de 1,2 milhão.

“A Organização Mundial da Saúde estima que doenças cerebrais degenerativas afetam cerca de 35 milhões de pessoas em todo o mundo; número que deve dobrar em 2030. Diante deste cenário preocupante, nossa pesquisa se soma a tantas outras com foco no desenvolvimento de intervenções seguras e eficazes”, reconhece a coordenadora do PPGB/UnP, professora doutora Amália Rêgo.

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