Especialista da Inspirali Pós Medicina destaca os principais atributos para seguir na profissão
No Brasil, existem mais de 2,5 mil serviços de urgência e emergência e mais de 160 milhões de atendimentos por ano, segundo dados o Ministério da Saúde. Dentro desta realidade, é possível observar como realmente é comum e importante o cuidado com a formação de novos médicos e a importância deste aluno, ou esse recém formado, ter realmente noções de medicina de emergência.
Segundo Dr Cristiano Rabelo Nogueira, docente responsável pela pós-graduação em Urgência e Emergência da Inspirali Pós Medicina, maior ecossistema de educação médica continuada do Brasil, ao terminar a faculdade de medicina, a pessoa já vai diretamente para este campo de batalha onde precisará ter noções básicas para identificar aquele paciente grave ou aquele paciente que precisa realmente de um atendimento de forma rápida, eficaz e, principalmente de forma sistematizada.
Cada vez mais a forma humanizada no tratamento é valorizada pelo mercado e as escolas possuem este desafio de formar médicos preparados tanto para a parte técnica como para a humana, principalmente no ambiente da emergência. Dr Cristiano explica que geralmente o médico, durante a sua formação dentro da medicina, finaliza o curso como um excelente técnico. Porém, nem todo médico tem realmente uma formação humanizada, realmente preocupada com o paciente. “Ainda mais em um setor hostil como a emergência, onde chegam pacientes de toda e qualquer natureza, pacientes graves, com riscos eminentes de morte, assim como casos teoricamente mais leves. Durante todo este atendimento, o médico não pode perder a sua humanidade, a sua empatia, nem o amor pela forma como ele deve tratar os seus pacientes”, conta.
Muitas vezes o aluno sai da faculdade e não se sente preparado para prestar este tipo de atendimento para o paciente. Dr Cristiano explica que é comum esse medico se sentir inseguro para fazer uma ressuscitação cardiopulmonar ou para tomar a decisão entre intubar ou não um paciente. “Faltam para este médico ferramentas, não só técnicas, como também práticas. É preciso juntar a parte técnica e prática para que o profissional conclua o seu curso da forma mais preparada possível para o atendimento de toda e qualquer emergência”, explica o médico.
Os plantões de emergência são a porta de entrada da grande parte dos médicos, mas poucos optam por ficar nesta área. A grande maioria escolhe ter uma vida mais confortável como horários mais regrados, sem tanta emoção no dia a dia. “Faço muito essa pergunta aos meus alunos: quem é você? Não somos somente o que escolhemos como profissão, temos também nossas famílias, amigos, religião, lazer. O título acadêmico é importante, mas dentro dessa questão de vocação é essencial toda e qualquer pessoa saber quem ela realmente é. A pessoa sabendo responder a essa pergunta já o ajuda como indivíduo a clarear suas escolhas e procurar entender seu histórico, de onde veio, quem é e o que ele pretende fazer, o que pretende deixar de legado durante sua trajetória de vida. Para mim, um médico vocacionado para a especialidade de medicina de emergência é aquele preocupado em ajudar o próximo, preocupado em fazer um mundo melhor, em realmente fazer diferença num momento mais difícil de uma pessoa”, exemplifica Cristiano.
Quando uma pessoa procura um pronto-socorro, não escolhe qual médico irá lhe atender. É esperado um acolhimento, uma explicação do que está acontecendo, uma ajuda. “Dentro de vocação é fundamental o profissional desenvolver essas habilidades e querer ajudar. Isso sim faz parte da vocação desse medico de medicina de emergência. Não basta só saber técnica, é preciso trabalhar a parte humana e estar disposto a ajudar ao próximo. Para a realidade do dia a dia de um PS, é muito importante esse medico gostar do que faz e ter preparo psicológico e espiritual, além do preparo técnico.”, finaliza o Dr.