Aos 73 anos, professora realiza o sonho de estudar Medicina e se torna aluna na Universidade Anhembi Morumbi

05/05/2026
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Lourdes Del Guingaro é formada em Geografia e Arquitetura: “Sempre quis fazer Medicina e nunca consegui”

Esposa, mãe e avó, Lourdes Moraes Del Guingaro, 73 anos, realiza um sonho de criança ao ser a nova aluna do curso de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi, parte integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil. É a terceira faculdade que a professora aposentada cursa: primeiro, ela fez Geografia e, durante anos, foi professora na rede pública e privada, além de ter atuado como diretora; depois, cursou Arquitetura.

Lourdes começou no mercado de trabalho como professora de Geografia, prestou concurso para direção escolar e seguiu para a supervisão de ensino, função na qual se aposentou. “Eu fiz toda a carreira do magistério”, resume. O desejo de cursar Medicina, no entanto, sempre esteve presente: a vontade surgiu ainda na infância, mas foi sendo adiada ao longo dos anos. “Eu sempre quis estudar Medicina, mas nunca vi a possibilidade”, afirma.

A trajetória pessoal também influenciou suas escolhas. Após a aposentadoria, Lourdes se mudou para Caraguatatuba com o marido, que havia sofrido um infarto e precisava de um local mais adequado para se recuperar. Foi nesse período que decidiu iniciar uma nova graduação, em Arquitetura. Antes disso, chegou a ingressar em um curso de Direito, mas não deu continuidade.

Entre uma faculdade e outra, ela se casou, teve um filho – hoje com 42 anos – e virou avó, de um menino que agora tem 8 anos. Com o tempo, começou a guardar recursos e, já aposentada, voltou a considerar a possibilidade de realizar o antigo sonho. Foi pela internet que encontrou informações sobre o vestibular de Medicina e decidiu tentar. “Me inscrevi, fiz o vestibular, passei e estou aí como aluna”, conta.

Hoje, Lourdes reconhece que o momento é diferente daquele vivido décadas atrás, quando iniciou a vida profissional. A expectativa é concluir o curso aos 80 anos. “Eu espero que a minha saúde deixe eu continuar até terminar, porque eu pretendo terminar”, diz.

Para viabilizar a rotina de estudos, Lourdes conta com o apoio da família. Ela mora em Cotia e se desloca diariamente até a universidade com a ajuda do marido, que a leva e busca nas aulas. “Eu só estou conseguindo realizar esse sonho porque tenho muito apoio dele e do meu filho”, relata. Na universidade, destaca a convivência com os colegas. “Eu peguei uma turma maravilhosa”, afirma.

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