Para envelhecer bem, exercício, proteína e cabeça ativa

10/07/2026
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Geriatra explica como alimentação, atividade física e saúde mental se combinam para garantir qualidade de vida na terceira idade

Pelo menos cinco vezes por semana, 30 minutos de atividade física por dia: essa é a recomendação mínima do geriatra Gabriel Oliveira, professor de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi (UAM) – cujo curso de Medicina é parte integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil – para idosos que querem envelhecer com saúde. Mas a receita vai além da caminhada.

Segundo o especialista, a musculação ganhou tanto peso nas recomendações atuais quanto o exercício aeróbico. “O aeróbico tem foco maior na saúde cardíaca e pulmonar, mas a musculação fortalece grupos musculares, incrementa a massa muscular e melhora a força e a função muscular”, explica. O Pilates também é citado como uma modalidade equivalente. A recomendação é praticar pelo menos três vezes por semana.

Para idosos com limitações físicas, como artrose, dificuldade de locomoção ou sequelas de AVC, o conselho é simples: manter-se tão ativo quanto o corpo permitir. “Às vezes é um idoso que só consegue caminhar 10 a 15 minutos por dia, mas ele caminha. É melhor isso do que nada”, diz o professor.

Na alimentação, a proteína ocupa lugar de destaque. É ela que sustenta a massa muscular responsável pela marcha, equilíbrio e coordenação do idoso, e deve estar presente em quantidades equivalentes no café da manhã, almoço e jantar. A base da dieta segue o padrão geral: carboidratos respondem por até 60% das necessidades diárias, seguidos de gorduras e proteínas. O médico alerta para os vilões – alimentos processados e gorduras como leite integral e banha de porco. “A ingestão de água também merece atenção, com a ressalva de que idosos com problemas cardíacos ou renais precisam de orientação individualizada”, explica. A recomendação é de 1,5 a 2 litros de água por dia.

Para a saúde mental, o geriatra usa uma imagem direta. “O cérebro é um grande coração pensante, por isso, aquilo que faz mal para o coração também faz mal para o cérebro”. Hipertensão, diabetes, tabagismo, sedentarismo e obesidade prejudicam a memória tanto quanto a saúde cardiovascular. Controlar essas condições, cuidar do sono, manter vínculos sociais e familiares, ter exposição solar consciente e aprender coisas novas são medidas que o especialista recomenda para manter o cérebro ativo. “A prevenção é tudo. Se não pudermos prevenir o aparecimento das doenças, devemos pelo menos prevenimos as complicações”, conclui.

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