Médico da Inspirali orienta sobre riscos de contrair a doença, principalmente em viagens de férias
Recentemente o estado do Paraná confirmou três casos de contaminação por malária de pessoas que retornaram de Angola, na África, local considerado endêmico. Os casos estão sendo monitorados pela Secretaria de Saúde do Estado, mas acendem um alerta para a contaminação, principalmente em pessoas que pretendem viajar neste período de férias.
Doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium e transmitidos pela picada de mosquitos do gênero Anopheles, a malária é uma doença que atinge várias regiões tropicais e subtropicais, incluindo partes da América do Sul, África e Ásia. Entre os sintomas, estão febre, calafrios e fraqueza, podendo levar a morte.
Segundo o Dr. Evaldo Stanislau, médico infectologista e professor na Universidade São Judas / Inspirali, no caso de viagem que envolvam destinos onde a ocorrência de casos de malária é elevada, como o Continente Africano, é necessário recorrer a prevenção da doença. “Primeiro passo é saber se no destino existe malária e de qual tipo. Sobretudo a malária do tipo falciparum preocupa, pois o risco de formas graves e letais é real”, orienta.
Em caso de regiões onde há prevalência da doença, é importante procurar por orientação médica para informar-se como efetivamente se proteger. “Além do uso de roupas especiais, telas protetoras e repelentes, é necessário também o uso de medicamentos preventivos que dão maior proteção contra a infecção. Em geral, são remédios que fazem parte do tratamento mas que, ao serem usados antes da infecção, atuam impedindo que o plasmódio causador da doença se desenvolva na pessoa picada pelo mosquito transmissor. Para funcionarem, devem ser utilizados desde antes da viagem para quando chegarem ao destino já estarem protegidos. Mantem-se o uso ao longo de todo o tempo de permanência no destino e alguns dias a semanas após o regresso pois alguns parasitas podem manifestar-se tardiamente após o regresso caso a medicação seja suspensa antes”, explica.
São vários os medicamentos disponíveis e que serão indicados de acordo com a região, resistência do plasmódio e de características de quem vai usar. “Podem ser desde medicamentos muito simples e de fácil obtenção, como a doxiciclina, até outros de maior complexidade para aquisição como o atovaquane (o Malarone)”, complementa o médico.
Dr. Evaldo explica que a doença tem sim tratamento, mas é imprescindível procurar uma unidade de saúde assim que surgirem os primeiros sintomas. “Com as devidas precauções e seguindo orientação médica, é possível realizar uma viagem cheia de aventuras, mas com segurança e sem imprevistos”, finaliza.